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Process Thinking – Repensando os processos das startups e MPMEs

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De modo geral, os processos são o caminho para uma empresa organizar o trabalho e os recursos (humanos, físicos, tecnológicos, informacionais e etc.) para atingir seus objetivos e atender as demandas dos seus clientes. Um processo tem por finalidade transformar, manipular ou processar insumos para produzir bens ou serviços que irão satisfazer a demanda gerada pelos consumidores ou clientes (DUMAS et al., 2013, WESKE, 2012). Um processo explicita como a organização funciona e como as suas atividades devem ser executadas.

Os processos existem em todas as empresas, independente do seu tamanho ou setor de atuação, mesmo que não sejam claros, visíveis, documentados ou organizados. Porém, muitas empresas não conseguem planejar ou acompanhar os seus processos de negócio. E se eles não estão sendo pensados ou analisados, isso significa que eles estão acontecendo de forma caótica e descontrolada. Edwards Deming afirmava: “Se você não é capaz de descrever o que você faz como um processo, você não sabe o que está fazendo”. Ou seja, sem a gestão dos processos típicos de uma empresa, como o financeiro, contábil, marketing e etc., os empreendedores muitas vezes são surpreendidos por problemas de gestão graves que podem levar uma empresa à beira da falência.

Muitas vezes, diante do corre-corre do dia-a-dia, principalmente no caso das startups, micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) que estão sempre se esforçando para fazer o máximo possível com poucos recursos, os empreendedores não têm tempo ou não percebem sequer esta necessidade de pensar os seus processos. Eles se concentram no aspecto tecnológico de criação do produto e não se são conta do cenário completo da empresa que estão construindo ao seu redor.

Problemas de Gestão
Problemas de Gestão

Outra explicação comumente encontrada para o baixo nível de gestão e de organização de processos nas startups e MPMEs é que a simples menção da palavra processos costuma ser associada com burocracia e perda de tempo. De fato, as abordagens tradicionais de Gestão de Processos de Negócio (Business Process Management – BPM) (BALDAM et al., 2009, ELZINGA et al., 1995, PAIM, 2009, SHARP and MCDERMOTT, 2001) demandam um esforço grande para a modelagem e análise dos processos. Isso acaba resultando em um custo elevado e a preocupação com os processos e sua gestão muitas vezes torna-se um luxo restrito às grandes empresas.

Porém, quando ultrapassa-se a barreira inicial da desconfiança típica que os empreendedores têm das iniciativas de processos e gestão, eles se dão conta do quanto precisavam destas discussões sobre os seus processos. Motivados, interessados e dedicados ao sucesso dos seus negócios, estes empreendedores absorvem rapidamente todas as melhorias propostas e as implementam mais rapidamente do que qualquer grande empresa jamais conseguiria.

Assim, a proposta do Process Thinking é promover a análise e repensar dos principais processos de negócio de forma lúdica, ágil e inovadora. O principal objetivo é aproximar a gestão dos processos da realidade das startups e MPMEs, tornando-a um instrumento que faça parte da gestão do dia-a-dia destas empresas.

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O Process Thinking é uma abordagem inspirada nas ideias de BPM Ágil combinadas com os princípios do Service Design Thinking:

  • Centrado no usuário
  • Co-criativo
  • Sequenciado
  • Baseado em evidências
  • Holístico

Referências

BALDAM, R.; VALLE, R.; PEREIRA, H.; et al., 2009, Gerenciamento de Processos de Negócio. São Paulo, SP, Brasil, Érica.

DUMAS, M.; ROSA, M. L.; MENDLING, J.; et al., 2013, Fundamentals of Business Process Management. 2013 edition ed. New York, Springer.

ELZINGA, D. J.; HORAK, T.; CHUNG-YEE LEE; et al., 1995, “Business process management: survey and methodology“, Engineering Management, IEEE Transactions on, v. 42, n. 2, pp. 119–128.

MAGDALENO, A. M.; ENGIEL, P.; TAVARES, R. L.; et al., 2017, “Bridging the Gap between Brazilian Startups and Business Processes – Process Thinking’s Initial Exploratory Case Study“, Revista Brasileira de Sistemas de Informação (iSys), v. 10, n. 1, pp. 19–38.

PAIM, R., 2009, Gestão de processos: pensar, agir e aprender. Porto Alegre, Bookman.

SHARP, A.; MCDERMOTT, P., 2001, Workflow Modeling: Tools for Process Improvement and Application Development. 1st ed. Artech House Publishers.

VALENTIM, M. “Modelagem de Processos de Negócio para Startups – Processo de Gestão da Inovação do Process Thinking”, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, RJ, Brasil, 2019.

WESKE, M., 2012, Business Process Management: Concepts, Languages, Architectures. 2nd ed. 2012 edition ed. Heidelberg ; New York, Springer.

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